Kaspersky alerta para os principais riscos digitais que crianças e adolescentes estão expostos e oferece guia prático para os responsáveis. Empresa de cibersegurança reforça a importância da educação e proteção colaborativa para menores online
Uma pesquisa da Kaspersky, realizada em parceria com a B2B International, em 2015, mostrava que 30% dos pais acreditam não ter controle sobre o que os filhos veem ou fazem online. Mais da metade dos entrevistados (52%) acredita que os riscos digitais para menores estão aumentando, com destaque para o acesso a conteúdo inadequados ou explícitos. Onze anos depois esse cenário evoluiu com as novas tecnologias e agora, com a aprovação do ECA Digital, reforça a importância de educação digital e de medidas de proteção ativas por parte de pais, responsáveis e plataformas. O guia da Kaspersky aponta o papel ativo dos pais na proteção das crianças.
O ambiente digital já faz parte da rotina desde cedo: crianças entre 8 a 10 anos passam em média seis horas por dia nas telas, enquanto pré-adolescentes (11 a 14 anos) cerca de 9 horas. O primeiro passo que os pais ou tutores precisam ter é conversar com a criança ou adolescente, explicando os riscos, estabelecendo combinados e tendo uma relação aberta sobre o tema. É importante que os guardiões se mantenham atualizados sobre fraudes e casos que podem afetar os menores.
“O ECA Digital é um avanço crucial, pois estabelece uma estrutura legal que orienta o desenvolvimento de serviços pensando na segurança de menores desde o início, com o secure by design“, afirma Claudio Martinelli, diretor geral da Kaspersky para as Américas. “Nossa participação no debate técnico reforça o compromisso de encontrar caminhos que sejam eficazes na proteção e, ao mesmo tempo, respeitem a privacidade, mas a tecnologia, por si só, não resolve a questão. A educação é o pilar que sustenta qualquer ferramenta“.
Os principais riscos que ameaçam crianças e adolescentes online:
- Grooming (aliciamento): Criminosos se aproximam de menores online com intenções abusivas, geralmente construindo confiança gradualmente por meio de jogos, redes sociais ou aplicativos de mensagens. É fundamental instruir a criança a identificar sinais de manipulação emocional e a nunca compartilhar informações pessoais com estranhos, enquanto as plataformas devem intensificar a moderação e os mecanismos de denúncia para identificar e remover predadores.
- Phishing e golpes online: Crianças e adolescentes são alvos de mensagens e links maliciosos que prometem prêmios, jogos gratuitos ou ofertas tentadoras, com o objetivo de roubar dados de acesso a contas (de jogos, redes sociais) ou informações financeiras dos pais. A curiosidade e a falta de discernimento para identificar ameaças tornam os jovens vulneráveis a esses ataques. As empresas de tecnologia têm o papel de implementar mecanismos de segurança mais avançados para detectar e bloquear essas ameaças antes que cheguem aos usuários.
- Conteúdo inadequado e cyberbullying: O acesso irrestrito à internet expõe os menores a conteúdos violentos, sexualmente explícitos, discriminatórios ou de assédio. O cyberbullying, ou assédio online, também é uma ameaça séria, com impactos profundos na saúde mental e bem-estar dos jovens. É crucial que as plataformas aprimorem seus filtros de conteúdo, promovam um ambiente de respeito e ofereçam ferramentas eficazes para denúncias e combate ao cyberbullying.
O envolvimento ativo e informado dos tutores é um pilar insubstituível, fornecendo ferramentas e criando um ambiente mais seguro para crianças e adolescentes. A Kaspersky oferece orientações práticas para que as famílias promovam um ambiente digital protegido.
- Manter uma comunicação aberta com as crianças sobre possíveis riscos online, e estabelecer limites claros para garantir sua segurança.
- Mantenha-se informado sobre ameaças emergentes e monitore ativamente as atividades online das crianças para criar um ambiente digital mais seguro.
- Evite expor informações sensíveis: não publique nome completo, escola, localização ou rotina da criança e desative geolocalização e metadados em fotos antes de postar.
- Revise configurações de privacidade nas redes sociais, para saber mais detalhes acesse o site Kaspersky Privacy Checker, que explica como ajustar as configurações de privacidade de serviços populares (redes sociais, apps, sistemas operacionais).
- Peça consentimento sempre que possível, especialmente com crianças mais velhas e adolescentes ao postar fotos.
- Filtro de conteúdo: bloqueio de sites e plataformas com conteúdo adulto, jogos de azar, violência ou mensagens indevidas.
- Gerenciamento do tempo de tela: os pais podem definir quanto tempo os filhos podem usar cada aplicativo ou plataforma, aprovando extensões de uso com apenas um clique, com ferramentas como o Kaspersky Safe Kids também podem ajudar no monitoramento responsável, permitindo também o bloqueio de conteúdos inadequados e acompanhamento das atividades online.
- Monitoramento de localização via GPS: apenas para segurança infantil, sem utilização de dados para anúncios ou perfilamento.
- Acompanhe pesquisas e vídeos: verifique conteúdos aparentemente neutros que possam esconder temas impróprios para a idade.
- Controle de aplicativos: limitar o uso de apps e o tempo dedicado a cada um.
- Vinculação de contas: conectar a conta do menor à de um responsável para maior supervisão.
A Kaspersky sempre fomenta a importância da educação digital em um cenário onde a presença online começa cada vez mais cedo, reforçando que essa educação deve ser acompanhada pelo compromisso das plataformas em se tornarem ambientes seguros para crianças e adolescentes.
Além disso, pais podem acessar materiais educativos e orientações sobre privacidade digital no blog da Kaspersky.

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