Como proceder em casos de fraude e invasão de aparelhos em pós roubo 

Especialista em desenvolvimento de aplicativos financeiros e diretor de produtos digitais da Dimensa Tecnologia, explica como proceder em casos de fraude e invasão de aparelhos em pós roubo 

Se há alguns anos ter o celular roubado já representava um prejuízo financeiro, hoje ele pode ser ainda maior. Isso se dá, em grande parte, pelo fato de as soluções financeiras estarem concentradas nos dispositivos móveis. Atualmente, para realizar as mais variadas transações é necessário apenas o celular.

Para Caio Bretones, diretor de produtos digitais da Dimensa Tecnologia, o mobile banking e o internet banking ampliam cada vez mais sua atuação em relação aos demais canais e isso, atrelado a evolução da tecnologia, trazem novos riscos relacionados à aplicação de algoritmos e inteligência artificial, bem como desafiam os bancos e instituições financeiras a repensarem os aspectos éticos, de segurança e de conformidade que até então eram claramente definidos. 

“Nossa economia e grande parte dos modelos de negócios têm como base os dados. Este fator faz com que privacidade e segurança sejam temas de grande importância para pessoas e organizações e por isso estão no foco de regulamentações, como a Lei Geral de Proteção de Dados brasileira”, diz.

Invasão de apps bancários

Atualmente, a ação de quadrilhas que roubam celulares e conseguem invadir contas bancárias digitais deixou usuários em alerta e com receio de usar seus dispositivos nas ruas. Se tornando corriqueiro, a prática de furto, chamada de “bote”, acontece quando os celulares são arrancados da mão da vítima, que geralmente está distraída e com o aparelho desbloqueado, facilitando o acesso aos aplicativos instalados. 

“Além disso, também podemos ver outra ‘modalidade’, o roubo ou furto do aparelho bloqueado. Nesse caso, a quadrilha varre a memória do aparelho com programas usados por hackers. Nesses casos, os infratores têm como objetivo roubar informações que estão offline, como documentos e dados pessoais que são usados para abrir contas em outros bancos, que não o da vítima e aplicar golpes”, destaca Bretones. 

A senha de desbloqueio dos celulares, como PIN, senha escrita, biometria e Face ID são as primeiras barreiras de segurança que os dispositivos oferecem e uma das mais importantes. Contudo, as medidas de segurança necessárias vão além disso. Bretones lista abaixo algumas dicas para proteger os apps bancários no celular: 

Tenha senhas fortes e evite repetições

Não use a mesma senha para acessar contas diferentes. É necessário criar uma para cada site e aplicativo, sem relação com informações pessoais (data de nascimento, nome da mãe) e composta de números, letras e símbolos. 

Habilite o duplo fato de autenticidade

É importante habilitar o duplo fator de autenticação em todos os bancos. Fazendo com que para acessar as informações seja necessário passar por mais de uma etapa de validação, dificultando o acesso de terceiros não autorizados.

Evite wi-fi público e não compartilhe códigos validação que chegam por SMS

Isso pode fazer com que milhares de pessoas tenham acesso aos mais variados dados. Além disso, o especialista destaca que bancos e instituições financeiras nunca fazem solicitações de pagamento por telefone. 

Mesmo após adotar todas as medidas de segurança, caso o indivíduo ainda sofra com com a invasão de apps bancários ou tenha informações pessoais roubadas, Caio Bretones destaca que em caso de prejuízos, é importante entrar em contato imediatamente com a operadora ou banco responsável para checar contatos e informações vazadas que podem ser utilizadas para operações não legítimas. No demais, é preciso apagar os dados do aparelho remotamente, assim que possível, bem como contatar as autoridades e registrar um boletim de ocorrência. 

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