5 dicas para prevenir o vazamento de dados no e-commerce

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Criar barreiras de proteção e limitar a quantidade de dados indexados em lojas virtuais estão entre os pontos mais importantes de proteção na hora de utilizar o e-commerce

Com a pandemia, o e-commerce encarou um boom, entretanto, vazamento de dados também tornaram-se mais comuns, deixando consumidores em alerta para ameaças em lojas virtuais. Para se ter uma ideia, números do Portal Empresômetro, do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, apontam que desde o início da pandemia, o e-commerce brasileiro teve prejuízo de R$ 2 bilhões, decorrente de fraudes e golpes nessas plataformas.

Segundo pesquisa da Axur, de todos os cartões vazados em 2020, 45% pertenciam a brasileiros. Com esse cenário, o Brasil entrou para o ranking de países em que mais ocorrem vazamentos de informações de cartão. “Os golpes ficam cada vez mais elaborados e podem vir de diversas formas, seja por um e-mail ou simples SMS em nome de lojas. Por isso é importante que o consumidor fique atento para não se tornar mais uma vítima, já que uma vez vazados, retirar de circulação é algo muito complexo de se realizar”, afirma Gustavo Henrique Duani, Chief Information Security Officer, da Claranet Technology S/A.

No ano passado, entrou em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que estabelece regras para coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais, exigindo medidas de segurança rigorosas e penalidades mais severas para as empresas. Diante desse cenário, buscam-se agora formas de conscientizar a população e alertar do perigo. Para ajudar, Gustavo preparou dicas e boas práticas para se prevenir e evitar as estatísticas. Confira!

Crie barreiras de proteção: use computadores com padrões e proteções de segurança ativos
Evite utilizar redes WiFi públicas, normalmente não são seguras, caso seja necessário evite acessar bancos ou aplicativos que solicitam códigos e senhas. Por isso, procure realizar ações com um Wi-Fi protegido, seja no próprio celular, tablet ou computador. Em caso de compra online, se possível, opte por lojas que utilizam plataformas de pagamento seguras, já que eles não compartilham seus dados com os lojistas.

1. Invista em senhas complexas, com números, letras e símbolos
A primeira barreira de proteção é a criação de uma senha forte e segura. Alguns sites já indicam se a senha é boa com base em uma escala de segurança, então aproveite esse recurso. E lembre-se, cada site deve conter uma senha diferente, assim como instituições financeiras, redes sociais e aplicativos.

2. Escolha a autenticação em dois fatores
Conhecida como autenticação de duas etapas, a opção solicita confirmação de código por e-mail ou número de celular. Apesar de algumas pessoas não gostarem dessa opção, por dar mais trabalho para entrar em logins, o recurso é importante para segurança.

3. Limite a quantidade de dados que você inclui em sites de compras
Alguns sites solicitam dados básicos, como nome, e-mail e telefone para cadastro e deixam a opção de incluir documentos como opcional. Nessas opções, opte por não incluir tais documentos, quanto menor o número de dados disponíveis maior a possibilidade de mantê-los seguros.

4. Atenção! Redobre a atenção em sites que você não conhece
Se você encontrou um produto legal e com bom preço, mas não conhece a loja, é importante pesquisar. Confira as redes sociais da empresa, aproveite os grupos em mídias sociais, pesquise ou, ainda, confira opiniões em sites especializados em avaliações de usuários. Outra forma de saber se o site é protegido, é verificar se existe o ícone de um cadeado fechado ao lado da URL.

5. Guarde os comprovantes da compra!
Normalmente, os sites possuem a aba de “Meus Pedidos”, mantendo tudo compilado. Mas é importante que o comprador guarde os comprovantes no e-mail. Assim é possível ter mais segurança, caso haja necessidade de confirmar pagamentos ou outros erros de logística.

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