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Bear McCreary – Um músico que nunca vai conseguir invocar Satã

19/05/2013 - 9:40 pm  -  5 comentários


Da Vinci's Demons 2013

Quem me acompanha sabe que minha nova obsessão é a excelente série Da Vinci’s Demons, do Starz, que no Brasil é exibida pela Fox. Apesar de exagerar na biodiversidade, e preencher minha cota de Papas Pelados até 2036, não posso deixar de admirar o roteiro, os atores, a produção e o cuidado nos detalhes.

Mais ainda, a série me ensinou um monte de coisas novas, e se há algo que faz bem ao meu cérebro é aprender. Adoro séries que não subestimam minha inteligência. Digo isso desde Battlestar Galactica, quando as naves coloniais usavam jatos de manobra, ao invés de se moverem magicamente pelo espaço.

Galactica aliás tinha um componente muito forte: A música. Durante toda a série a trilha era excelente, mas no final ela se torna parte da trama. Uma das personagens tem visões do pai ensinando uma música ao piano, que se mostra uma mensagem divina. A música é All Along the Watchtower, o que implica que Jimmy Hendrix é Deus. Não tenho problemas com isso.

O mérito do arranjo foi de Bear McCreary, que também é compositor de séries como Eureka, Walking Dead, Terminator: Sarah Connor Chronicles, Caprica, Defiance, etc.

Em Da Vinci’s Demons ele fez uma boa trilha, que combinou muito bem com a abertura da série:

Até aí tudo bem, mas eis que descubro que Bear McCreary fez algo que eu nem sabia que era possível, muito menos que existia em música: Leonardo Da Vinci usava em seus códices um truque para que gente burra (todo mundo vivo na época que não fosse Leonardo Da Vinci( lesse seus trabalhos: Escrevia de trás para frente, invertido. Só com um espelho o texto fazia sentido.

McCreary compôs um tema que é um palíndromo. Tocando de trás pra frente a música soa da mesma forma. Neste post aqui ele explica em detalhes a técnica.

Aqui um sujeito reverteu a abertura, e fica evidente o efeito, que é sensacional e assustador. Músicas ao contrário deveriam invocar o Senhor das Trevas, não soar igual a música normal.

Muito trabalho pra algo que o espectador jamais tomará conhecimento? Com certeza, mas McCreary é preciosista assim. A ponto de quando foi compor o tema do Duque de Médici, ele descobriu uma música do Século XV comissionada a Heinrich Isaac pelo próprio Lourenço de Médici, que era uma espécie de “tema oficial da família”. É essa música, com mais de 500 anos que é ouvida quando o personagem aparece.

Essa é a diferença entre o trabalho de qualidade e o “faz de qualquer jeito”. Pode ser que o trabalho de Bear McCreary não dure 500 anos, como o de Heinrich Isaac, mas ele me ensinou algo novo, coisa que 99% do que vejo na Internet diariamente não faz.



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A Velocidade do 4G Max

17/05/2013 - 7:11 pm  -  Nenhum comentário


marcoscastro

Por Marcos Castro

Nesses dias tive a oportunidade de receber um Samsung Galaxy S4 da Claro, com tecnologia 4G. Eu já tinha um Galaxy SIII, então estou bem familiarizado com Android, além de algumas funcionalidades como o S Beam.

Tudo começou na última sexta-feira, em que fui chamado para participar de uma campanha louca com a Claro. Um ventilador gigante e a sensação de que eu sairia voando: foi assim meu primeiro contato com o 4GMax da Claro.

Eu sempre tive a vontade de me ver numa supercâmera, dessas que captam centenas de quadros por segundo. Confesso que o primeiro vento na cara deixou meus batimentos cardíacos um pouco mais acelerados do que imaginava, mas depois eu me acostumei e fui me divertindo cada vez mais com a experiência.

Quer saber como foi?

Para ser sincero, eu estava bem satisfeito com o meu SIII, mas ao ter em mãos o novo smartphone, pude ver que as diferenças são gritantes. A bateria dura mais, os processadores são mais rápidos, o design do aparelho é mais refinado, a nitidez e resolução da tela são muito maiores, além da qualidade da câmera que melhorou bastante. Não posso deixar de falar do infravermelho (algo que eu não sei porque foi removido dos modelos anteriores). Poder ligar qualquer TV da minha casa com o S4 já rendeu vários dias de diversão (na verdade eu ia dizer "desligar qualquer TV de qualquer lugar público", mas eu não quero dar ideia).

Os modos "gesto suspenso" e "smart scroll" são muito úteis, além de impressionar muita gente – principalmente seus avós, que vão dizer que é bruxaria. O aparelho já valeria muito a pena se fosse 3G.

Com 4GMax, nem se fala. Pela primeira vez eu coloquei wi-fi num celular e a velocidade ficou pior. Quando recebi o S4, estava num hotel em São Paulo. Lá a velocidade chegou a incríveis 56 mbps de download e 22 mpbs de upload.

claro4G

Confesso que num primeiro momento a vontade era de baixar qualquer coisa, mesmo que não rodasse no Android, só pra dizer que baixei. Mas depois fui mais sensato e comecei a ver vídeos no YouTube em HD sem praticamente nenhum tempo de loading.

Enfim, eu recomendo fortemente o Samsung Galaxy S4 com o 4GMax da Claro.

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O texto acima é um Publieditorial. Quer fazer como a Claro e anunciar aqui? Pergunte-me como.



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Celebridades Mercenárias ou modelo de negócios revolucionário?

17/05/2013 - 6:45 pm  -  10 comentários


faxineiro

Zack Braff é um ator consagrado. Nunca foi um megastar como Tom Cruise, nunca esteve no primeiro escalão do cinema mas tem uma legião enorme e fiel de fãs. Ele fez de Scrubs um sucesso, Cindy Melissa Katia Patricia Michelle John Dorian ganhou vida e dimensão, a série era uma montanha-russa emocional, a comédia era substituída por drama sem aviso. Quem viu o arco com o Brendan Fraser sabe do que estou falando.

Agora com outros projetos, ele tentou produzir um filme pequeno mas honesto, Wish I Was Here, mas teve dificuldades com financiamento. A saída foi usar o Kickstarter, aquele site onde pessoas apresentam projetos e pedem financiamento coletivo. Ele pediu US$2 milhões, aceitando contribuições de US$1,00 para cima.

Os fãs adoraram, dos 30 dias regulamentares de arrecadação ainda faltam 6 e ele já juntou US$2,67 milhões. Mas não sem controvérsia.

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Diário de Classe fazendo escola–Guri gringo cria vídeo denunciando merenda fajuta

17/05/2013 - 10:29 am  -  3 comentários


kids

Ano passado tivemos um raro caso de uma celebridade de internet que ficou famosa sem mostrar a bunda, rebolar, falar sacanagem ou fazer merda. Não que o fato de ter 13 anos a impedisse de fazer essas coisas, o funk é bem inclusivo. Isadora Faber criou a página Diário de Classe, no Facebook, onde denunciava o estado lastimável de sua escola.

Isadora ganhou notoriedade nacional, sofreu retaliação por parte da direção da escola, foi ameaçada de morte e acabou virando objeto de ódio da Internet. Parte desse ódio veio de gente ligada ao PT, incapaz de perceber que há sim problemas na educação básica e mais acostumados com uma política stalinista de não-contestação, xingaram e ameaçaram a menina.

Outro grupo foi a invejosfera. Um monte de gente que nunca produziu nada na vida além de memes idiotas se indignou ao ver uma guria de 13 anos ganhando os holofotes que deveriam (em suas mentes distorcidas) ser deles.

Mesmo assim Isadora continua como um exemplo, e mesmo que seus vários imitadores queiram apenas a “fama” que ela conquistou, acabam sendo úteis, sem perceber.

O modelo de Isadora, claro, não é único, ele é fruto da sociedade de informação dos últimos anos, onde todo mundo é famoso por 15 minutos e gerador de conteúdo 24/7. Só somos testemunhas passivas (ui!) se quisermos, temos as armas para nos tornarmos agentes ativos (coça o saco e cospe no chão) de nossas vidas.

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