Rastreabilidade : recurso para fortalecer marca


Postado em por Veridiana Serpa

O conceito de rastreabilidade de alimentos pode ser uma oportunidade para aprimorar os processos produtivos e conferir um diferencial competitivo a cada marca. A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil (ONG) que representa nacionalmente a GS1 Global, tem como um de seus principais objetivos orientar produtores e indústria quanto à responsabilidade e qualidade de seus produtos. Quando se trata de alimentos, hoje há um consumidor muito mais bem informado, exigente e atento à qualidade do que consome.

A indústria tem na rastreabilidade uma oportunidade de ganhar a confiança do consumidor e fortalecer suas marcas. No Brasil há casos muito bem sucedidos de produtores que investiram em rastreabilidade e que viram seus negócios crescerem em função disso. Seja por consciência do produtor seja por exigência do mercado a que ele abastece, a capacidade de rastrear o produto eleva o patamar de negócios das empresas.

Rastreabilidade de alimentos permite ao consumidor saber a origem e toda a trajetória percorrida pelo produto que consome, o que lhe confere segurança. Fornecedores e fabricantes, por consequência, podem oferecer um produto mais confiável e em concordância com padrões mais exigentes de qualidade. Investir em sistemas que tornem possível a visibilidade do produto de ponta a ponta na cadeia de suprimentos permite a identificação padronizada do produto.

O Padrão Global de Rastreabilidade (GTS, na sigla em inglês), é a premissa para que empresas acompanhem a trajetória e a exata localização de seus itens a qualquer momento em uma escala global – indiferentemente de quantas empresas estejam envolvidas ou de quantas fronteiras sejam cruzadas até chegar ao cliente final. Ele é formado por critérios que registram o passo a passo de cada etapa da cadeia produtiva, permitindo que a informação percorra o caminho para frente ou para trás na cadeia de abastecimento até que seja identificada a origem de um problema. É assim que um recall se torna eficiente e rápido, como deve ser no momento de detecção de contaminações.

Sistemas como o Padrão Global de Rastreabilidade GS1 possibilitam fazer esse acompanhamento e reassegurar aos consumidores que os produtos respeitam completamente seus desejos. Os padrões GS1 como, por exemplo, o código de barras, as etiquetas inteligentes (EPC/RFID) e os códigos bidimensionais propiciam a rastreabilidade e podem armazenar informações adicionais de um produto como data de produção, data de validade, número de lote etc. Adotar um padrão usado por mais de 800 empresas da Ásia, Europa e Américas representa um avanço mercadológico e de reputação à sua marca. Cada vez mais, as indústrias estão desenvolvendo programas de rastreabilidade voluntariamente com o fim de melhorar a eficiência de seus processos. A rastreabilidade é agora uma parte vital da cadeia de suprimentos.

Frequentemente nos deparamos com notícias de contaminação de alimentos por fragmentos de insetos ou pêlo de rato acima da tolerância da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de presença de substâncias químicas impróprias ao consumo. Quando a Anvisa determina o recall de produtos por esse motivo, os produtores e as marcas que demonstrarem ao público a capacidade de rastrear de volta o caminho percorrido pelo seu produto, do varejo até sua origem, certamente ganhará a confiança do consumidor.

Ter a competência de recolher os lotes de produtos em curto prazo, antes que os consumidores sejam afetados, é o objetivo maior de um serviço bem prestado e da conquista de confiança. Quando uma situação de recall acontece, é necessária rapidez nas ações para evitar que o problema tome proporções maiores. É aí que a rastreabilidade assume um papel fundamental. Graças a ela, é possível adotar medidas emergenciais, já que o processo permite identificar onde ocorreu a contaminação química, biológica ou perda de qualidade e retirar prontamente o produto de circulação.

A padronização de dados dos bens alimentares na cadeia de suprimentos se torna cada vez mais necessária. Quem faz a lição de casa ganha duas vezes: conquista a confiança do consumidor e abre as portas para o comércio mundial, que também tem sido criterioso quanto ao controle de origem.

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